domingo, 29 de maio de 2011

Curiosidades Interessantes Sobre Cabelos

Os nativos de Fiji, têm cabelos crespos e negros que penteiam das formas mais extravagantes, que variam de acordo com a região. Às vezes branqueiam com cal ou os tingem com amarelo ou alaranjado.

Entre alguns ilhéus do Pacífico Sul, o cabeleireiro que penteia os cabelos do chefe, não pode pentear a mais ninguém, pois o seu trabalho é tido como sagrado. O trabalho por ser demorado, torna-se necessário, que alguém lhe dê de comer. Cada mecha recebe um tratamento especial e finalmente a enorme cabeleira, toma vulto. O comprimento do cabelo é de um metro de ambos os lados. Para não desmanchar a obra de arte, o infeliz dorme com a nuca apoiada sobre um pedaço de pau.

Em Kyoto no Japão, existe um templo maravilhoso. Os Materiais empregados em sua construção foram arrastados através das montanhas por cordas feitas de cabelo humano, oferecidas por mulheres devotas. Isto deve ter custado sacrifícios incríveis, pois o cabelo é o principal adorno da japonesa. Afirmam que as cordas de cabelo humano são tão velhas quanto às civilizações.

Corda de cabelo em Kyoto

Os romanos introduziram na europa a moda do cabelo cortado, pois os gauleses e britânicos não cortavam o cabelo nem a barba.

Os cabelos loiros dos saxônicos eram longos e repartidos ao meio, e a barba terminava em duas pontas.

Depois da conquista normanda da Inglaterra, os normandos abandonaram o hábito de rasparem a cabeça, imitaram o estilo do penteado em uso no país conquistado. Talvez isto tenha ocorrido, pelo fato de naqueles tempos, o cabelo cortado servir para identificar escravos.


A herança militar romana vive



Todos os anos milhões de jovens ao redor do mundo ingressam na vida militar, como voluntários ou conscritos, servindo a todo tipo de regime e continuando as mais diversas tradições militares. Porém, uma coisa todos têm em comum: o ritual de cortar os cabelos, significando o abandono de sua individualidade e a adesão a algo maior que eles mesmos. O que nenhum deles imagina é que esse ritual remonta aos romanos e tinha razão prática: o corte raspado, curto impedia que o inimigo agarrasse pelos cabelos no combate corpo-a-corpo.


Sociedade no antigo Egito



Homens e mulheres usavam adornos, como pulseiras, anéis e brincos. Estes adornos continham pedras preciosas e frequentemente amuletos, dado que os Egípcios eram um povo supersticioso, que acreditava por exemplo na existência de dias nefastos. Os dois sexos usavam também maquiagem, que não cumpria apenas funções estéticas, mas também higiênicas. As pinturas para os olhos eram de cor verde (malaquite) e negra. Óleos e cremes eram aplicados sobre o cabelo e a pele como forma de hidratação num clima seco e quente. Alguns egípcios raspavam completamente o cabelo (para evitar piolhos) e usavam perucas  ricamente ornamentadas e os faraós usavam ricas coroas de variadas formas.


Os cabelos na história do homem


A cabeleira humana parece ter se tornado, com a evolução, uma espécie de acessório fútil ou inútil do corpo humano do ponto de vista funcional. Mas, não é bem assim! Os cabelos conservam a função fundamental de emoldurar o rosto, servindo como cartão de apresentação pessoal de cada indivíduo.

Através de diferentes penteados, os cabelos nos permitem modificar o nosso aspecto exterior. Um corte ou um penteado inadequado podem transformar-se em uma tragédia (e isto é hoje reconhecido até pela Lei, visto que um cabeleireiro que erre, poderá ser denunciado por negligência e incapacidade profissional).

Com o “corte” certo, é possível, ao indivíduo comum, afirmar as suas próprias raízes, o seu próprio sexo, transmitir o próprio credo religioso, desafiar os professores, fazer novos amigos, provocar um escândalo, encontrar a alma gêmea, opor-se às convenções sociais e até mesmo ser posto para fora do emprego...


"O comprimento dos cabelos é o sinal visível da autoridade do Chefe, assim como os cabelos são elementos essenciais à “dignidade” de um Rei”.

Uma antiga receita egípcia contra a calvície sinistra

Todos os povos da Terra, em todas as épocas, elaboraram complexos códigos de penteados variados com a tarefa de exprimir cada etapa de suas vidas, bem como, comunicar aos demais os seus respectivos papeis, seus status e as suas identidades culturais.


A história do homem é, por assim dizer, também a história do culto e do desprezo aos cabelos. Os romanos, por exemplo, pelavam a cabeça dos indivíduos considerados hierarquicamente inferiores (prisioneiros, escravos, traidores) para assim assinalar a condição de subordinados dos mesmos; os franceses, após a liberação da França, no pós-guerra, recorriam à mesma prática em relação às colaboradoras e companheiras dos alemães; os antigos egípcios se tornaram famosos pelo uso de perucas e pelos cultos relativos ao corte de cabelos, visto que temiam que estes pudessem ser usados para eventuais bruxarias; o Rei-sol francês era noto por suas extravagantes e longas perucas ás quais usava como símbolo de luxo e esplendor; o uso da tonsura clerical do cristianismo antigo tinha por fim tornar os monges menos atraentes sexualmente; já para os monges orientais, o crânio raspado se constitui símbolo de castidade; enquanto, para os primitivos sacerdotes das tribos da África Ocidental os cabelos seriam a sede de Deus, fato que talvez explique porque o mítico Sansão do Antigo Testamento tinha sua invencibilidade ligada a sua vasta cabeleira; os Masai, ainda hoje, possuem a magia de “fazer chover”;mas, para que En-Kai (deus da chuva) escute as suas preces não devem cortar nem a barba nem os cabelos.

Os cabelos são um meio de expressão real e, sabendo-os ler, podem revelar até mesmo aquilo que às vezes queremos esconder como a nossa idade, a etnia à qual pertencemos, o nosso credo político ou o nosso grau de instrução. Basta pensarmos ao fato de que, por exemplo, os jornalistas televisivos de todo o mundo usam o mesmo penteado anônimo por acreditarem que com o mesmo adquirem credibilidade.


Cabelos e Personalidade

Mas, tudo isto é ainda redutivo e não basta para explicar o fato de que desde sempre, al longo da história das civilizações, a cabeleira tenha representado um elemento fundamental da personalidade humana, sustentáculo da beleza, do fascínio, da sedução e, às vezes, até mesmo do poder e da força... e de como, nos dias atuais, a mesma cabeleira possa conservar ainda um profundo valor simbólico. O fato é que estamos ancestralmente habituados a considerarmos os cabelos como um “atributo sexual” e, se os cabelos não existem mais, podemos viver esta “condição” como uma regressão a um estado semelhante aquele infantil, no qual os sexos e os papeis a serem desempenhados, com os conseqüentes direitos e poderes que estes comportam, não estão ainda bem diferenciados.

A perda dos cabelos é, portanto inconscientemente vivida como uma espécie de castração, uma perda da virilidade, da força (mito de Sansão), da juventude, da masculinidade ou da feminilidade do indivíduo.


 

sábado, 26 de março de 2011

OS CABELOS NA HISTÓRIA

Já na Pré-história, o homem das cavernas se esforçava para tratar e arrumar os cabelos. Achados arqueológicos de pentes e navalhas de pedra comprovam isso. O primeiro apogeu na arte de penteados ocorreu no velho Egito, há cerca de 5 mil anos. Perucas sofisticadas mostram a habilidade dos cabeleireiros que na corte dos faraós gozavam grandes prestígios.


No século II AC, na Grécia antiga, para encontrar um verdadeiro penteado requintado era conveniente dar asas à imaginação e ir até ao topo do Olimpo: espaço reservado aos deuses e deusas. Os penteados ostentavam algumas sobriedades e fantasias, prevalecendo os cabelos louros, frisados, com caracóis estreitos e discretos, com franjas em espiral.

Foram os gregos que criaram os primeiros salões de cabeleireiro (koureia), em Atenas, construídos sobre a praça pública, o Ágora. Lá, os Kosmetes ou "Embelezadores de Cabelo", escravos especiais, circulavam soberanos. Os escravos cuidavam dos homens e as escravas das mulheres. Vemos que os cabelos, em particular, tiveram o privilégio de um espaço próprio.

Eram perfumados com óleos raros e preciosos, matizados com tons tintos ou descolorados, uma vez que a cor mais em voga era a loura. Nos penteados femininos, utilizavam-se faixas e laços por cima dos cabelos lisos e compridos. Mais tarde, a moda lançou os caracóis e os rolos de cabelos. Os penteados eram enriquecidos com pentes fiados em bronze ou marfim.

Na Grécia Antiga, a moda dos cabelos se mantinha por 2 a 3 séculos. A mudança era mais rápida na Roma Antiga, onde as esposas dos soberanos eram os exemplos, sendo seguidas por todas. A essa altura, no Império Greco-Romano, gregos e gregas faziam os cabelos dos romanos e penteavam as romanas. Nesses salões, discutiam-se novidades e propagavam-se as fofocas. Se antes existiam particularidades regionais, a partir de Luís XIV, a moda francesa dominou todas as civilizações.

No começo do século XVIII, as mulheres casadas usavam uma touca para esconder os cabelos e somente o marido delas poderia ver seus cabelos soltos. Maria Madalena, a pecadora, foi sempre representada com cabelos longos e soltos, ao contrário das Santas, que usavam toucas ou presos.

Jornais de moda, nos séculos XVIII e XIX, divulgavam os estilos por toda a Europa. Seguia-se o exemplo das casas reinantes de Paris e Viena, e também de todas elites européias. Os primeiros cabeleireiros para senhoras foram os Coiffures parisienses, Leonard, Autier e Legros Rumigny, que prestavam seus serviços à Rainha Maria Antonietta e recebiam altos salários.

Quando nos anos 20, a moda exigia cabelos "a la garçonne", os partidários do cabelo comprido polemizaram que cabelo curto era vergonha para a mulher. Entretanto, as mulheres, cada vez mais envolvidas na sociedade e no trabalho, não mais admitiam seguir tradições que remontavam à Idade Média. Compreenderam que a moda de penteados serve como espelho da mudança social, pois o cabelo reflete atitudes pessoais, artísticas, mundanas e religiosas.

Foram os gregos que criaram os primeiros salões de cabeleireiro (koureia), em Atenas, construídos sobre a praça pública, o Ágora. Lá, os Kosmetes ou "Embelezadores de Cabelo", escravos especiais, circulavam soberanos.

No século XX, surge a figura feminina nos salões de barbeiros, tanto no exercício da profissão quanto na clientela.

Na Grécia antiga, as imagens utópicas das divindades mitológicas assumiam um ideal de beleza e perfeição corporal. Essa preocupação estética levou à necessidade de um espaço exclusivo e adequado para o tratamento de beleza, incluindo o capilar. Assim, surgiram os primeiros salões de beleza e a profissão de barbeiro, exclusiva do sexo masculino. Já nessa época, os barbeiros completavam os penteados com falsos cabelos. Os calvos, usavam cabelos artificiais e cabeleiras (perucas).

Os homens pertencentes à nobreza e os guerreiros, apresentavam cabelos compridos, sustentados por faixas, correntes ou condecorações. Os adolescentes copiavam os penteados de Apólo e Arquimedes, enquanto os velhos e filósofos usavam cabelos longos e barbas densas, como símbolo de sabedoria.

 
 
As barbas e bigodes eram cortados com ponta de lança, à imagem de uma sociedade de gladiadores. Os escravos, que não se distinguiam dos homens livres, apresentavam cabelos curtos e lisos, não se permitindo barbas nem bigodes. Nas antigas culturas, quem pegasse na barba ou cabelo de uma pessoa, era severamente punido, pois significava um atentado à honra e uma intromissão em sua psique.
 
 
 
OS BARBEIROS E SUA HISTÓRIA


No século XVII e XVIII, os barbeiros eram profissionais que viajavam pelas províncias oferecendo seus serviços que incluíam corte de cabelo, sangrias, benzedura e venda de raízes, dentre outras coisas. Como sujeitos em trânsito, os barbeiros levavam histórias, coisas e acontecimentos muito variados, vividos por eles nas localidades.

Os barbeiros eram pessoas extremamente interessantes, pois, além do serviço de barbearia, eles também praticavam o comércio, e toda sorte de serviços rápidos demandados pelas comunidades, incluindo algumas práticas de cura. Antes de 1871, muitas pessoas resolviam seus problemas de saúde recorrendo a boticário, cirurgiões-barbeiros, barbeiros, sangradores e curandeiros, os barbeiros também tratavam das espadas dos reis.


Os barbeiros, além de cortar e pentear os cabelos e barbear, alugavam sanguessugas para os médicos-cirurgiões e clientes, faziam curativos e operações cirúrgicas pouco importantes. Por terem grande habilidade manual, os barbeiros faziam também extrações dentárias, porque a época ainda não existia a odontologia e muitos cirurgiões na maior parte, cirurgiões práticos não intervinham na boca das pessoas, por receio ou por desconhecimento de que isso seria possível.

Os barbeiros praticaram todos este notáveis trabalhos de dentista barbeiro cirurgião e curandeiro e sangrador livremente mas tinha que passar dois anos de pratica nos hospitais, até que o cirurgião mor lhes passasse a carteira, para exercer essas práticas de serviços.

Os barbeiros eram, portanto, pessoas de referência, conselheiros sociais, além de profissionais envolvidos com a solução de problemas de saúde do espírito e do corpo.

Assim, a profissão de barbeiro foi associada à manutenção da saúde física do indivíduo.


Os salões dos barbeiros ofereciam também banho quente, sauna e massagem, cortavam unhas dos pés e das mãos e também respondiam pela saúde do indivíduo, entretanto, esses os serviços eram pagos pelo público. A sangria era um lucrativo setor desse ofício. Nos séculos XVI e XVII, os barbeiros foram acusados de praticar a sangria despudoradamente.
Só no século XIX, o oficio de médico e de cirurgião dentista foi separado da profissão de barbeiro, porém, alguns continuaram a atuarbem pouco tempo, foi daí que os barbeiros tiveram que se dedicar a uma só trabalho. No século XX, surge a figura feminina nos salões de barbeiros, tanto no exercício da profissão quanto na clientela, surgindo, portanto, os salões unissex.


SOBRE CABELEIRAS, BARBAS E BIGODES


O corpo, único bem material que de fato possuímos enquanto vivos, tem sido alvo constante de nossa insatisfação através dos milênios. O ser humano não economiza esforços para modelá-lo a serviço de suas mais bizarras fantasias. E o que dizer do rosto a parte mais aparente do mapa humano? Mulheres e homens se lançaram com idêntica avidez à tarefa de embelezá-lo. Para isso nada melhor que esculpir pelos e cabelos, dúcteis defesas que a mãe natureza nos legou.

Procuremos ao acaso um capítulo de nossa história. Os romanos, por exemplo, senhores do império mais extenso que a antiguidade já conheceu.

A extrema simplicidade de suas vestimentas opõe-se à complexidade da maquiagem e ao tratamento dos cabelos. Comerciantes, políticos, atletas e guerreiros cortavam-nos curtos mas os cacheavam com chapinhas quentes e os perfumavam abundantemente. Por Ovídio sabemos que a calvície era considerada uma deformidade e insinua que Julio César usava a coroa de louros para escondê-la. Utilizavam-se apliques e ungüentos fabricados pelos hebreus, provavelmente os inventores das primeiras receitas estimuladoras do couro cabeludo.

Quando Publius Ticinus Maena introduziu a profissão de barbeiro a barba caiu de moda. Só os filósofos, emulando seus mestres gregos continuaram a usá-la. Nem sempre os pelos eram raspados, por vezes eram arrancados um a um ou lançando mão de vários tipos de ceras de depilação para deixar o rosto mais macio, não obstante este costume fosse considerado efeminado pelos mais velhos. A barba voltou à moda, sob o reinado de Adriano que, conforme comentavam às más línguas, tentava esconder sob os pelos o queixo coberto de verrugas.

Cabelos e barbas perfumados e hidratados com óleos específicos emolduravam rostos femininos e masculinos tratados com cremes e loções fabricadas para reavivar cor e textura da tez. Os cosméticos eram caros e em geral importados. Por causa das matérias primas abundantes e o conhecimento adquirido durante o cativeiro no Egito, os hebreus foram fabricantes e fornecedores respeitados durante um longo período da história.

Na Alta Idade Média, época de cavaleiros intrépidos, os cabelos longos e soltos eram a marca de alta linhagem, assim como a barba, apanágio de uma condição social superior. Acariciar a própria barba era gesto de orgulho e podia também significar um juramento solene.

No século XII a Igreja, baseada em seu ideal da "totalidade cristã", iniciou uma verdadeira cruzada contra a moda masculina dos cabelos longos. Contam que Henrique I insurgiu-se contra as ordens dos eclesiásticos e entrou numa celebração religiosa com seus longos cabelos soltos e esvoaçantes. Serlo, o bispo normando, tirou da manga uma tesoura que levava escondida e, em plena cerimônia, cortou os cabelos do soberano. Logo o piso da catedral ficou coberto de madeixas de jovens nobres que seguiam o exemplo do rei. De nada adiantou, as longas cabeleiras reapareceram. No final do século, as chapinhas romanas para cachear voltaram à moda e os cabelos masculinos foram ornados com fitas de cores.

No vaivém de tendências chegamos ao começo do século XV quando o corte de cabelo estilo pajem se populariza e contagia o gosto dos jovens dos paises nórdicos até a França.

Quando os dois jovens mais poderosos do século XVI, Henrique VIII e Francisco I adotaram a barba, ela saiu do ostracismo. Barbas e bigodes bem cuidados, alisados ou cacheados invadiram a Europa. Chapéus foram adaptados para deixarem em evidência os cabelos bem cuidados.


Henrique VIII

Francisco I
  

As abas impregnadas de perfume, algo inclinadas à direita ou esquerda, jogadas para trás, deixavam aparecer o rosto onde barba e bigodes com os extremos apontados para o alto, faziam a loucura das damas.


O final do século XVII vê nascer à moda das perucas inteiras masculinas. Um redator do London Magazine faz uma lista das formas de perucas disponíveis no mercado em 1753: "perucas em forma de asa de pombo, couve-flor, escadaria, vassoura, cometa, rinoceronte, pata de lobo" e muitas outras.



Penteadas e perfumadas espalhavam pó de arroz por onde seu orgulhoso dono andasse. Os ingleses com sua reconhecida praticidade inventaram um tipo de peruca recolhida na nuca num saquinho de seda preta. Evitavam assim, que as madeixas se desmanchassem e o pó se espalhasse sobre os ombros. Foram também os ingleses, desta vez as senhoras do período vitoriano, que criaram as toalhinhas de renda ou de crochê para cobrir os encostos das poltronas para evitar que os ungüentos e o óleo de macassar utilizados nos cabelos dos cavalheiros manchassem os custosos estofamentos.

No período romântico o homem cuida de sua aparência a extremos que beiram o ridículo e no entanto se esforça por demonstrar o oposto. Será nesse período que encontraremos uma das mais deliciosas descrições sobre o valor dos assessórios pilosos do rosto masculino. Em 1825 o poeta francês Châteaubriand escreve que o jovem que entra num salão ou passa pela rua deve ser notado "por uma certa desordem em sua aparência. Não deve aparecer com a barba totalmente raspada, nem longa, deve se ver como se ela tivesse crescido "involuntariamente" em um momento de desespero. Cachos cuidadosamente despenteados pelo vento, olhar vazio, fixo, olhos atônitos , sublimes, lábios curvos num rito de desprezo pela raça humana, coração entediado ao estilo Byron, submerso no desgosto e no mistério do porvir".

E o povo, trabalhadores das cidades e do campo? Como usavam os cabelos? Documentos escritos e algumas pinturas pouco ou nada esclarecem. Em geral Igreja e Estado impunham o corte de barbas e cabelos através das leis suntuarias. Quando isto não acontecia o homem simples deixou-os crescer por praticidade. Desde a antiguidade prisioneiros libertados raspavam os cabelos que tinham crescido nos anos de reclusão assim que atravessavam os portões da prisão. Mas em certos períodos da história rostos escurecidos por barba e cabelos mal cuidados, esgueirando-se pelos beirais dos bairros pobres significou que mudanças sócio-políticas estavam por acontecer. A barba converteu-se num símbolo de luta em favor da justiça e da liberdade.

O cabelo muito comprido para os homens demorou a voltar. Foi sepultado na época de Napoleão com o corte estilo Brutus adotado pelo imperador. Tivemos que esperar os anos 60 do século XX para ver desfilar barbas e cabelos longuíssimos nas cabeças dos jovens que aderiram ao movimento de contra-cultura.

sábado, 26 de junho de 2010

História e Lenda da Beleza do Cabelo


Devemos aos antigos gregos a criação da palavra “Cosméticos”, ela deriva do verbo “Kosmein”, cuja tradução significa enfeitar, adornar ou embelezar, e.este verbo, aparentado na raíz com o substantivo “Kosmos” (mundo. Universo), já nos dá a idéia e entender o eterno desejo, aliás universal, do homem embelezar-se.
Também a palavra ginástica, deriva da língua grega de “gimno”, em pórtuguôs”nu” Já esta consideração etimológica, faz-nos ver, como era a preocupação e o valor que os antigos gregos atribuiam ao cuidado do seu corpo. Esta preocupação incluia sempre o cuidadoso tratamento do cabelo, como nos provam inúmeras estátuas e obras de arte de homens e mulheres, que demonstram tanto bom gosto e fantasia, que ainda hoje podem servir de modelo.

Infelizmente, porém nada ou muito pouco saberemos a respeito dos métodos que permitiram fazer os penteados muitas vezes artísticos mesmos, e como eles seguravam. Nas estátuas, estes penteados, se nos apresentam de rijeza ideal, mas na realidade, não eram tão corretos. Não raras vezes, como consta da antiga literatura grega, jovens passavam longas horas no seu cabeleireiro para pentear-se, frizar e perfumar seus cabelos. Esta vaidade, por vezes sem limite, tinha o seu significado especial, pois até se fala de concursos de beleza entre rapazes.

Outro grande povo civilizado da antiguidade, os romanos, por estranho que pareça, aproveitaram-se dos tratamentos do cabelo. Foi na fronteira dos seus territórios onde descobriu novamente o sabão, como nos conta, Plínio, o velho almirante romano, que correu o mundo, é autor da volumosa “História Naturalís”. E foi também aí, que encontrou provavelmente pela primeira vez, uma massa denominada “Sapo” feita do sebo da cabra e cinza de madeira de Faia. No entanto ninguém se lembrou de lavar-se com esta espécie de sabão. Pelo contrário, serviram-se dela para clarear, ou até corar os cabelos. O clareamento do cabelo, talvez por alcalinos ou outros ingredientes desconhecidos, levou as mulheres romanas de cabelos escuros, a mandar vir das províncias gálicas e germânicas, sabão líquido para os cabelos, ou bolas de sabão. É possível que um outro legionário, voltando das fronteiras bárbaras, trouxesse consigo tais sabões, para oferecer à mulher ou amiga. Esta viu-se então, horas e horas exposta ao sol. Debaixo de um curioso chapéu de palha propriamente dito, só era uma aba. O cabelo assim exposto ao sol deveria branquear-se, sem que o rosto se queimasse, pois uma palidez distinta, era mais apreciada pelas mulheres romanas, do que um moreno campesino. Marcial,o satírico romano, censurou num poema, esta correção violenta do cabelo, escrevendo a uma amiga: “Galha’. o seu toilete compõe-se de cem mentiras pois vivendo em Roma no Rheno enrubesce o seu cabelo. Mas em outra ocasião as palavras do Marcial representam até uma recomendação dizendo: Se você quer trocar os velhos cabelos, grisalhos, não entre porventura calva então tome as priu las dos “Mattiakeros”. Os Mattiakeros eram um povo que vivia ao pé do Taunus (montanha perto do Frankfurt). Também Ovídio, referiu-se ao “Sapo”, e escreveu que considera prejudicial o seu uso para o tratamento do cabelo, provando assim que já naqueles tempos remotos era conhecido o perigo de um conteúdo alcalino, demasiadamente alto de sabão.



Diz-se que, Cleópatra, a genial amiga de César, última rainha do Egito, inventou uma pomada de banha de Urso, para o cabelo, Graças a achados arqueológicos e Relatórios foi possível conhecer as substâncias de tais pomadas antigas: gorduras, resina sorax, cera de abelhas, mas também mel de abelha, César soube sem dúvida apreciar não só o cabelo de sua amiga, untado com banha de urso, como também, era desejo seu, que os soldados se untassem também. O autor das biografias de César, Tuctônio, relata que este grande cabo de guerra costumava orguhar-se de que os seus soldados lutavam bem, quando untados. Queria dizer com isto, que os seus guerreiros, estariam a qualquer altura prontos para lutar mesmo que tivessem de sair no meio de um banquete, ao qual era hábito, assistir com os cabelos e a nuca untados suntuosamente perfumados. Quanto ao homem no início da idade média, é de lamentar que muito pouco se sabe sobre o tratamento do cabelo nesta época. No entanto de quadros e descrições, é-nos permitido deduzir que pelo menos a camada mais categorizada do povo ligou a maior importência a vistosos penteados, tanto para a mulher, como para os homens. No tempo dos Carolíngeos era até comum o uso de entrelaçar com fios de ouro ou de prata os cabelos, fingindo um brilho extraordinário. O exemplo de um avançado tratamento higiênico do cabelo, mediante lavagens, foi-nos legado por um imperador medieval. O boêmio Venceslau, oriundo da casa de Luxemburgo (1364/1419) era adepto da doutrina dos “quatro humores” do médico romano Galeno,e estava convencido de que mediante lavagens regulares da cabeça, seria possível restabelecer “o equilíbrio dos humores” no corpo, e obter boa saúde. Foi ele que tornou honesta a profissão dos antigos barbeiros, conferindo-lhes uma privilégio que lhes permitiam exercer livremente a prática da “lavagem de cabeças’ A sua fiel governanta, Barbara Muffel até foi recompensada graças as excelentes lavagens da cabeça imperial, que executou agradecida com um pedaço de lenho sagrado. Passando do imperador Venceslau para os tempos modernos, podemos verificar com satisfação que os meios de lavar a cabeça e o tratamento do cabelo estão hoje ao alcance de todos os homens civilizados. A cosmética do cabelo, por meio de preparos garantidos e muitas vezes aprovados é hoje absolutamente natural para todos. Os laboratórios de pesquisa esforçam-se constantemente para desenvolver melhores produtos, para todas as necessidades capilares.

SOBRE CABELOS

Os cabelos revelam muitas facetas da pessoa. Principalmente quando a dita é do sexo feminino. Cores e cortes facilitam a leitura do ser, assim como as roupas emolduram o corpo, enunciando significados. A omissão destes artifícios implica na obstrução do ver, inibindo juízos diante dos mistérios que a revelação esconde.

Cabelos são ramificações do “eu” que se derramam no exterior a partir da parte mais sensível do corpo. Dos cinco sentidos de que dispomos para experimentar o mundo, quatro restringem-se à cabeça. E o sexto deve andar por lá também. Apenas o tato é comum a toda pele. Provenientes de local tão visado, os dizeres que melenas ostentam são variados e complexos.



Podem comunicar virilidade e força, como no clássico exemplo do personagem bíblico Sansão. Como sabemos, o pobre é vítima da ardilosa Dalila, que surrupia seus poderes quando tosa-lhe os cachos.

Várias são as crenças que associam o estado monástico com cortes de cabelo. Nestes casos, podem representar uma ruptura com as percepções antigas, auto-imolação [sacrifício de iniciação] ou mesmo o desprendimento no tocante às vaidades.

Raspar a cabeleira também pode atender a alguma necessidade higiênica. Interessantes opiniões skinheads têm a oferecer neste sentido.

Seguindo a linha, podemos mencionar o episódio ocorrido no início do século XIX, envolvendo D. João VI e sua esposa, Carlota Joaquina, quando empreendiam fuga de Portugal rumo às paisagens brasileiras. De acordo com relatos da época, o navio que os transportava viu-se assolado por uma praga de piolhos. Sendo obrigada a raspar a cabeça para conter a propagação dos inconvenientes parasitas, Dona Carlota esconde a careca com lenços e lança moda em Terra Brasilis. Mas Carlota não foi exatamente uma pioneira. Já no Egito antigo a nobreza muitas vezes optava por raspar todo o cabelo e utilizar perucas em seu lugar.



E se o assunto é peruca, a monarquia absolutista sabe muito bem como não ficar para trás. O século XVII adornou muitas cabeças masculinas com perucas brancas e volumosas, enquanto no século seguinte chegou a vez das mulheres extrapolarem: os fios ganharam o complemento de passarinhos empalhados, miniaturas de caravelas e outros tantos, compondo verdadeiras obras arquitetônicas que poderiam chegar a um metro de altura.

Perucas são identidades cambiantes, por isso – em nosso imaginário – muitas vezes vêem-se atreladas à idéia da farsa, do personagem travestido. É complemento artificial [como se os outros não fossem…], o que leva o homem que, de repente, se descobre seduzido por um punhado de cabelos descompromissados a sentir-se ultrajado.

Isto porque cabelos femininos representam, em grande medida, sedução. Pode um homem sentir-se atraído pelo exótico brilho ruivo de misteriosa mulher ou adoecer de amores por nuances castanhas… O preto intenso pode hipnotizar seus sentidos e o loiro… ah, o loiro… Mas deve ser um tanto quanto desestabilizador perceber que o objeto de encanto e conquista não passa de… enfim, mero objeto.

Tamanho é o poder de sedução desta inigualável penugem humana que a história não cansou de passar tesouras a fim de punir prostitutas e adúlteras, além de fragilizar acusadas de bruxaria, como no famoso caso de Joana D´Arc [a donzela francesa, canonizada cinco séculos após tostar na fogueira]. Isto sem mencionar muçulmanos e judeus mais conservadores, que preferem escapar das tentações recomendando o uso de véus.

A História atribuiu aos cabelos o poder feminino de levar tantos homens a perderem o juízo. Nesta lógica, escondê-los é adequado, mas é preciso derrotá-los quando indômitos. Extraí-los equivale à violência de arrancar as presas de um leão. Jogar às ruas mulheres carecas equivale a expô-las à humilhação pública, frisando a verdadeira identidade que supostamente vê-se descoberta.



Mulheres e seus cabelos muitas vezes contam histórias de mal e perdição. Que o diga Medusa, a ninfa que a todos enfeitiçava com seus doces cachos loiros. A bela pagou caro por se meter com quem não devia. Segundo as más línguas, foi a deusa Atena, enciumada, quem transformou a poderosa numa megera de cabelo rebelde. No lugar dos fios, multiplicaram-se cobrinhas nada simpáticas que petrificavam quem as fitasse. Isto sim é que é um estrago. Perto de Medusa, uma cabeça raspada é até consolo.

Alguns dados sobre a histologia da arte do Cabeleireiro.


PENTEADO

Na época de Luiz XIV uma peruca de cabelos humanos, custava de 2.000 a 3.000 francos. Em 1671 uma peruquera francesa inventou um novo tipo de penteado que consistia em pentear com bucles, fortemente enrolá-los e frisá-los em volta da cabeça, a este penteado se deu o nome de Hurluberlu.

A côrte ficou indignada com aquela inovação. A Sra. Sevigne, que em sua carta de 4 de abril daquele ano descrevia de um modo minucioso, como algo pouco inteligente, estava indignada com aquela invenção, mais tarde quando viu a cabeça da Duquesa Sully, a condessa ficou tão entusiasmada com o penteado, que desejou ser penteada da mesma forma. Usava-se também adornar o penteado com flores.

Em 1760, iniciou-se uma variação; o cabelo se levantava sobre a frente formando um alto topete e caía por detrás das orelhas em largos bucles, e caiam macios sobre o colo. Os penteados mais sofisticados requeriam a mão de um cabeleireiro.

O primeiro homem a pentear senhoras em Paris, foi Mr. Frison e compartilhou a celebridade com Sarseneur e Dagé, este último, conhecido especialmente por ter negado a pentear Pompadour.

Segros(Paris) em 1765, publicou uma obra sobre a arte de pentear a cada dama, seguindo-se traços distintos de cada caráter e abrindo ao mesmo tempo uma academia dividida em três partes (classes) aos desejosos de instruir-se nos segredos do ofício, O famoso Segros foi vítima de uma catástrofe em uma festa dada em Paris na ocasião das bodas de Maria Antonieta.

terça-feira, 22 de junho de 2010

PALESTRA POSTURA E ESTILO

Dia: 18/07 - domingo (das 10:00 as 12:00)

Investimento: R$ 120,00

Gisele Yumi Komino, fisioterapeuta, acupunturista, massagista e rpgista, fará no Kami Kami, uma palestra e treinamento para deixar a postura e coluna da melhor forma possível, aliando beleza e elegância. Ela analisará e treinará cada pessoa individualmente.



  
  • Avaliação física rápida: posicionamento de cabeça, ombros e quadril;
  • Marcha correta
  • Andamento com salto
  • Subir e descer escada
  • Como sentar-se
  • Como levantar-se
  • Como manter-se sentada
  • Como manter-se em pé
  • Como carregar bolsa, guarda-chuva, casaco
  • Como vestir e tirar o casaco

Em paralelo, Edna Tomita, visagista, consultora de imagem, hair e make stylist, fará testes para saber seu estilo, formato de corpo e dar algumas dicas para você criar o seu estilo próprio.

  
Trazer: sapato de salto, casaco, bolsa, guarda-chuva, cola e tesoura. Colocar uma roupa de ginástica ou calça e camiseta justa para verificar melhor o corpo.

  
- Se nao houver o número mínimo de 6 pessoas, a palestra será adiada para o mês seguinte. Favor confirmar presença no Kami Kami.

Obrigada e até lá!!!


Contato:
Kami Kami

Rua Baturité, 207 - Aclimação

3277 1549 / 3207 4688 / 9606 4875

domingo, 30 de maio de 2010

As Meninas de Harajuku

PRODUÇÃO DE MODA

Olá pessoal,

Estamos postando uma Matéria sobre modelos japonesas. Vamos mostrar o trabalho que a Edna fez para o seu Curso de Produção de Moda na Sigbol. É como se fosse um editorial de moda.

A Inspiração foi Harajuku (um Lugar onde diferentes Tribos de Tókio se encontram).

Como a escola gostou muito e deixou exposto para todos verem, então achamos legal compartilhar com vocês.

A Matéria também saiu na Revista eletrônica Belezain, na Galeria de Profissionais:

http://www.belezain.com.br/galeria/edna.html

Aqui estão as fotos, esperamos que gostem.














Em Tóquio – Japão existe uma praça chamada Harajuku. Ela se tornou famosa por concentrar vários grupos e tribos. A forma livre de expressão é muito forte e marcante. Podemos verificar nos cabelos, maquiagem e seu modo exageradamente criativo.

Acredita-se que é a falta de liberdade de expressão nas escolas, nos lares, na sociedade em um todo. A criança é muito cobrada para ser a melhor na escola e é muito vergonhoso ter notas baixas. Ainda existem muitos casos de suicídio de pais envergonhados e também de adolescentes que só conseguiram frustrar seus pais.

O bullying também é uma prática muito comum nas escolas. A pessoa que é mais rica ou mais pobre, mais bonita ou mais feia, mais extrovertida ou tímida, mais inteligente ou menos capaz, sofrem humilhações e desprezo dos colegas.

Quando namoram, também não têm a liberdade de abraçar, beijar, demonstrar o seu amor publicamente. A repressão e a timidez se misturam para calar mais um pouco o jovem. Muitas garotas querem ser lolitas. No fundo, uma espécie de bonecas tipo Barbie. Existem vários segmentos de lolitas.

Muitos rapazes se parecem com mulheres. É uma geração que aprecia a bissexualidade. Outros querem parecer bichinhos. Alguns são angelicais e outros machucados.

Embora possam parecer que estão gritando suas verdades, mostrando suas rebeldias, contestando a sociedade com sua imagem, mas na verdade continuam calados.

Teste da Bailarina Girando


Exercitando o Cérebro / Teste da bailarina

Vocês já devem ter visto isso em algum lugar, ou mesmo já ter feito o teste.

E o que isso tem à ver com Visagismo?

Bom, o teste serve para descobrir se a pessoa é mais racional, mais emotiva ou criativa. Uma ferramenta que auxilia ao Visagista á conhecer melhor seus clientes.

O teste consiste em olhar para uma bailarina girando. Mas a pergunta é: Para qual lado gira a bailarina? observe e tenha a resposta logo a baixo.



 
Explicação Científica do Teste:

Se você vê, por mais tempo, a bailarina girar em sentido horário significa que você trabalha mais o lado direito do cérebro. Este hemisfério é responsável pela emoção e criatividade. 
 
O hemisfério esquerdo guarda a nossa parte racional, enquanto o direito é responsável pela nossa emoção e imaginação criativa. Através de técnicas variadas podemos estimular o lado direito do cérebro e buscar a integração entre os dois hemisférios, equilibrando o uso de nossas potencialidades. Uma dessas técnicas consiste em fazer determinados desenhos, de forma não convencional, de modo que o hemisfério esquerdo ache a tarefa enfadonha e desista de exercer o controle total, entregando o cargo ao hemisfério direito que se delicia com o exercício.


Se você não conseguir vê-la girando no sentido horário, relaxe, pense numa situação bem agradável e tente ver novamente. Feche os olhos por alguns instantes, abra-os e tente enxergar a bailarina girando no sentido oposto. Consegue? Se não conseguir, vá dar uma volta, leia outras coisas, depois volte aqui no Blog e veja a bailarina de novo. Constatar que ela pode subitamente girar para o lado oposto é uma surpresa e tanto!Agora, se for o contrário, não consegue vê-la girando no sentido anti-horário concentre-se firmemente como se tivesse um compromisso a cumprir.

Muitos não acreditam que são enganados pelos próprios olhos e sugerem que possa existir algum truque na imagem. A surpresa, claro, é oferecida pelo seu cérebro: esta imagem é uma série de 34 quadros que não mudam de ordem.


O cérebro enxerga movimento onde não há a partir da interpolação entre imagens sucessivas. Assim funcionam o cinema, os desenhos animados e aqueles filminhos que aprendemos a desenhar quando crianças na margem dos cadernos. E assim as 34 imagens da dançarina são interpretadas como cenas sucessivas de uma moça que gira sobre uma perna só. Abaixo você vê a seqüência (os frames) da gif animada.


quinta-feira, 20 de maio de 2010

CONHECENDO A HISTÓRIA DO VISAGISMO


No final do século XIX, o arquiteto Louis Sullivan estabeleceu um conceito que mudou radicalmente a arquitetura e todas as outras artes aplicadas. Esse conceito é resumido na sua célebre frase "a forma sempre segue a função." Em 1918, a escola de artes Bauhaus foi fundada sobre esse princípio, por Walter Gropius e um influente grupo de artistas, e seus ensinamentos mudaram definitivamente toda a área de artes visuais, desde as Belas Artes ao Design.




Essa frase significa que é preciso pensar para que ou quem a imagem serve, antes de se pensar no que será bonito ou esteticamente agradável. Há casas muita bonitas, mas desconfortáveis, escritórios lindos, mas nada funcionais. Há xícaras belas, mas difíceis de segurar. E vemos cortes e penteados belíssimos, que, mesmo deixando a pessoa bonita, não são adequados. Por exemplo, uma jovem médica pode ficar linda com cabelos esvoaçantes, mas não despertará muita confiança em sua competência.

Quando se pensa primeiro na função, esta determinará como a imagem deve ser criada, para ser adequada, sem deixar de ser bela.



A palavra visagisme, derivada de visage, que, em francês, significa rosto, é o nome que Fernand Aubry criou, em 1937, para a arte de criar uma imagem pessoal personalizada, segundo esse mesmo conceito. É importante ressaltar que o conceito do visagismo existe há milênios. Muitos indivíduos se destacaram por ter uma imagem personalizada e qualquer estilo é primeiro uma manifestação individual. As culturas africanas e muitas indígenas sempre aplicavam esse conceito; a imagem de um indivíduo é criada de acordo com seu guia, um orixá, no caso dos africanos, ou um animal, no caso dos índios americanos. No entanto, nas culturas ocidentais e orientais, a estilização da imagem era uniformizada e seguia padrões estabelecidos por uma elite. No início do século XX, pessoas pertencentes às elites culturais procuravam se diferenciar, pelo estilo, das elites de poder. Como que um artista, com convicções socialistas e uma visão de mundo materialista poderia ter uma imagem semelhante à de um membro duma elite centralizadora, conservadora e católica? Usando sua intuição e sensibilidade artística, Aubry começou a atender essas necessidades.

Pouco se sabe dos seus métodos, porque não deixou nenhum livro, mas a idéia de criar uma imagem despadronizada e personalizada cresceu ao longo do século. Parece claro que a personalização tinha um enfoque estético, harmonizando o cabelo e maquiagem com os traços físicos, e não incluía a expressão da personalidade do cliente, mas, aos poucos, a sociedade se abria à expressão individual, especialmente nos anos 60 em Londres com o trabalho de Vidal Sassoon. Cada vez mais se contestava a imposição da beleza idealizada e falava-se em expressar a “beleza interior”. Nunca foi possível, ao cabeleireiro e ao maquilador, aplicar esse conceito totalmente, porque lhes faltavam algumas informações essenciais, principalmente sobre a linguagem visual, e um método eficaz. Meu livro, Visagismo: harmonia e estética (Ed. Senac-SP) é o primeiro que mostra como essa linguagem se aplica à arte de criar uma imagem pessoal. Com esse conhecimento, o profissional tem mais liberdade de criar, porque não mais depende unicamente de sua intuição e inteligência visual.

Muitas pessoas, ao longo dos últimos 75 anos, foram responsáveis pelo fortalecimento do visagismo.



Friedrich Wilhelm Ostwald (1853-1932), ganhador do prêmio Nobel em química, criou o duplo cone de cor, um sistema que permite classificar as cores com grande precisão. A estrela de cor (Color Star), criada pelo artista e professor da Bauhaus, Johannes Itten (1888-1967), é derivada do duplo cone. Ambos trabalhavam com as teorias de Johann Wolfgang Von Goethe (1749-1832) e o conceito de que a cor tem expressão.



Itten também descobriu que havia uma relação entre as cores que seus alunos usavam e a cor da pele. Ele percebeu que cada aluno pintava com uma determinada cor mais do que outra e que essa cor se assemelhava à cor da sua pele e tinha relação com seu temperamento. Por exemplo, quem pintava com cores quentes, tinha um tom de pele quente e uma personalidade emotiva.

Isso levou Robert Dorr a criar o Color Key System, que revolucionou a indústria de cosméticos, por classificar as peles em quentes ou frias. Suzanne Caygill (1911-1994) fez a mais profunda pesquisa de cores de pele, identificando 32 tipos, nos anos 40 e criou a Suzanne Caygill Academy of Color e escreveu Color: The Essence of You (Celestial Arts, Millbrae USA, 1980), infelizmente fora de catálogo. Para simplificar o uso da cor e identificar o tipo de pele, desde então as peles estão classificadas em quatro "estações": primavera, verão, outono e inverno, como explica o livro de Berenice Kentner Color Me A Season.

Quem mais difundiu o conceito do visagismo nos últimos anos foi Claude Juillard, co-autor do livro Formes et Couleurs (Solar, Paris, 1999), com Brigitte Gautier, mas antes dele, várias outras pessoas se dedicaram a manter esse conceito vivo. Foi o primeiro a criar um método, baseado na análise do comportamento (linguagem corporal) e nas características físicas. Foi um avanço grande, mas ainda limitado à percepção de como uma pessoa está e não de quem ela é.



No entanto, o ensino do visagismo tem se restringido à identificação dos formatos (formes) do rosto e dos tons de pele (couleurs). A linguagem visual e a análise da personalidade são abordadas de maneira intuitiva e, infelizmente, há uma tendência de padronizar as soluções. Tive acesso a várias apostilas de cursos de visagismo que estabelecem regras, quando investigam as soluções. (Por exemplo, sentenciam: num rosto retangular ou quadrado, nunca se deve usar linhas verticais ou horizontais.) Isso revela que continuam abordando a construção da imagem pessoal exclusivamente pela estética (a forma), sem a análise da função.

Quanto a essa regra, vale dizer que, embora linhas verticais e horizontais endureçam rostos retangulares e quadrados, há ocasiões quando isso é desejável, como nas Forças Armadas.

Portanto, muitos vêem o visagismo meramente como uma técnica, baseado em regras que levam de novo a uma padronização e, por isso, o rejeitam.

Para mim, o visagismo é um conceito, que só pode ser aplicado a partir de uma consultoria e com conhecimento profundo da linguagem visual, sabendo analisar tanto as características físicas (formas de rostos, tons de peles e feições) quanto à personalidade, e liberando a criatividade, sem se prender a fórmulas ou regras.

O livro Visagismo: harmonia e estética é ainda o único sobre o assunto no mundo. Estabelece as bases da individualização da imagem pessoal de acordo com a personalidade, estilo de vida, posição social e características físicas. Explica o funcionamento da linguagem visual, como entender o que uma imagem expressa e como identificar as características físicas de uma pessoa. Em 2009 lançarei o segundo, Visagismo integrado: identidade, estilo e beleza,também pela Editora Senac São Paulo, em que explico como exercer a arte do visagismo utilizando o método que criei.

Esse método foi criado a partir da associação de conhecimentos de quatro áreas de estudo científico: a linguagem visual, a psicologia, a ciência cognitiva e a antropologia. Na área da psicologia engloba a teoria de símbolos arquetípicos, do psicólogo Carl Jung, estudos sobre identidade, personalidade e temperamento, e técnicas de indução à reflexão e à criação de conceitos, desenvolvidos para estimular a criatividade. A identificação dos símbolos arquetípicos nas estruturas da imagem pessoal – nos formatos do rosto das feições e do formato do cabelo e nas linhas que compõem as feições da face e os cabelos – permite fazer uma leitura do que a imagem pessoal como um todo expressa e o que a face revela do temperamento. Trabalhos na área da ciência cognitiva, vistas à luz dessa percepção, indicam que imagens provocam reações emocionais, antes que possam ser analisadas racionalmente, o que explica porque a imagem pessoal tem tanta influência na auto-estima, no comportamento, no estado psicológico e emocional e nas relações com outras pessoas.

O visagista, que trabalha com meu método, usa essa leitura para fazer a consultoria e ajudar seu cliente a estabelecer uma intenção para sua imagem.

Profissionais de diversas áreas podem usar esse método e aplicar o visagismo nos seus trabalhos. Isso já acontece na odontologia estética, na medicina estética, na moda, no design de interiores e na arquitetura, na psicologia do trabalho e no gerenciamento de equipes.


Informações do site: www.visagismo.com.br

Para conhecer mais sobre atendimento personalizado com foco em Visagismo visitem meu Site: http://www.chrysalisvisagismo.com/