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domingo, 22 de julho de 2012

COMO O FORMOL AGE NOS CABELOS


O formol, teoricamente, não quebra as pontes dissulfeto e não há amolecimento da fibra como no alisamento convencional. Se houvesse, os cabelos não retornariam à ondulação natural em alguns dias após a aplicação, já que a quebra das ligações dissulfídicas (como nos alisantes) são irreversíveis. É justamente por este motivo que se acreditava que o formol não tinha incompatibilidades químicas.

O que acontece é um enrijecimento da queratina e uma paralisação das ligações cistínicas, do tipo alfa α, num formato esticado. Ocorre mais uma reação mecânica que uma reação química propriamente dita. O formol retira água e gordura (lipídeos), agindo como um fixador. Ele tem a capacidade de manter peças de cadáveres intactas, a partir deste raciocínio podemos perceber como age o formol na fibra capilar: após os cabelos serem lavados, aplica-se a mistura com formol. Os cabelos são alisados com o auxílio da escova e do secador. O secador, além de ajudar a esticar os fios, quebrando as ligações fracas (de hidrogênio), auxilia na penetração do formol para o interior da fibra. Em seguida, os cabelos são pranchados e mantidos nesse formato, extremamente liso, por 72 horas. Nesse período de 72 horas, o formol vai enrijecendo a queratina do próprio cabelo no formato esticado (pranchado). As pontes dissulfeto da cadeia, que antes eram contorcidas e do tipo alfa α, agora serão paralisadas em uma forma diferente, fazendo, forçadamente, ligações cistínicas modificadas, com as cistinas das cadeias adjacentes. Ocorrendo um efeito de “proteção” do enxofre: as pontes de dissulfeto (de enxofre) são protegidas pelo formol, impedindo que se liguem contorcidamente. É como se as pontes de enxofre que farão ligação com outras pontes de enxofre, fossem “encapadas” pelo formol, impedindo que essa ligação se conclua, fazendo com que as ligações fiquem separadas e mais distantes.

O formol também atua criando uma capa nos fios, que encobre os estragos presentes na fibra, impermeabilizando-a. O efeito é o mesmo da calda vermelha da maçã do amor: por fora, tudo fica lindo, liso e cheio de brilho. Mas basta uma pequena mordida ou leve pressão para que a cobertura rígida comece a rachar e quebrar. Os fios podem estar completamente danificados, mas, o formol, criando essa capa de queratina irá mascarar os danos. Outra consequência desse enrijecimento é o excesso de oleosidade na raiz, já que a produção sebácea natural do couro cabeludo não consegue percorrer o fio.

Segundo alguns especialistas, após várias sessões da escova progressiva, os cabelos podem ficar tão rígidos a ponto de se romperem.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Efeitos Nocivos do Formol e os Danos ao Cabelos

Escova Progressiva com Formol - Sequência de Fotos de cabelos danificados (como o dano capilar acontece)


Já postei em outras oportunidades motivos variados pelos quais entendo que o uso do formol em procedimentos de alisamento capilar deveria ser evitado (proibido já é faz tempo), entre eles comprometimentos para a saúde dos clientes e também para os profissionais de salão como problemas respiratórios e risco de câncer.

Atualmente ainda é muito frequente o uso de formol em salões, mesmo com a proibição. Quem faz ou se submete a este tipo de procedimento sabe que corre riscos e, infelizmente, aceita a possibilidade de problemas sérios para sua saúde como um todo e também para a saúde dos fios de cabelo.

Para que eu possa fazer o leitor deste blog entender ainda mais os riscos que os cabelos alisados com formol correm anexei neste post uma sequência de imagens de cabelos que foram alisados com formol e que mostram a evolução do dano que este tipo de produto pode causar.



Será que depois de ver estas imagens você ainda vai querer se arriscar a ser tratada com formol?

Retirado do Blog: http://tricologiamedica.blogspot.com/2011/08/escova-progressiva-com-formol-o-estrago_19.html

Segue abaixo o vídeo da a entrevista com Dr. Ademir Jr. sobre os efeitos nocivos do formol.


segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Glutaraldeído

Escovas Progressiva com Glutaral

Com o formol proibido por lei, alguns salões estão usando glutaral, substância 10 vezes mais forte, que esteriliza material hospitalar.

A cliente pergunta ao Cabeleireiro esta progressiva tem formol?
Ele responde: NÃO, não trabalho com formol.

Realmente ele não está mentindo, mas infelizmente o glutaraldeído é muito mais agressivo e perigoso que o formol.

A busca por cabelos lisos tem feito muitas mulheres arriscarem a saúde em salões de beleza. Um produto até 10 vezes mais tóxico do que o formol, chamado glutaral, vem sendo usado em salões no Rio, como noticiou ontem o Informe do DIA. A denúncia é do deputado Dionísio Lins (PP), autor da lei que proibiu a utilização do formol por cabeleireiros e clínicas de estética localizados no Rio. Usada na desinfecção hospitalar, a substância é tão potente que é capaz de esterilizar instrumentos infectados pelo vírus HIV, pelo da hepatite B e pelo bacilo da tuberculose. Já a utilização como intensificador em alisamentos pode ser desastrosa. Alguns dos efeitos imediatos são queimaduras no couro cabeludo, coceira, ardência ocular e até pneumonia química — queimadura no pulmão devido à inalação, que pode levar à morte. A longo prazo, pode causar câncer e alterações no sistema nervoso central.

“Esse produto é extremamente tóxico. É usado na desinfecção hospitalar e veterinária. É tão tóxico que os profissionais que o usam em ambiente hospitalar, por exemplo, devem usar roupas especiais, luvas, capa e máscara para evitar o contato e a inalação”, alerta a médica Maria Fernanda Gavazzoni, diretora da Sociedade Brasileira de Dermatologia. “E a máscara deve ser a indicada para gases químicos. As comuns não servem”, diz, acrescentando que mesmo unidades de saúde precisam ter registro para usar o produto.



ANVISA: UTILIZAÇÃO CONFIGURA CRIME

De acordo com a dermatologista, tanto as mulheres que se submetem a alisamentos com o produto quanto os profissionais que manipulam o glutaral correm riscos. “As pessoas passam o glutaral no cabelo e depois usam a prancha sem enxágue. O calor faz com que seja liberado um gás tóxico. Esse produto altera o DNA e é considerado potencialmente cancerígeno. A longo prazo, a inalação desse gás provoca alterações no sistema nervoso central, que podem deixar o raciocínio lento e dificultar a coordenação motora”, afirma, acrescentando que em alguns locais está sendo usada prancha com furos para que o vapor vá para cima do profissional, e não do cliente.

O uso do glutaral como alisador já preocupa a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Assim como o formol, o glutaral é um conservante — e não um alisador — e só pode ser empregado em produtos cosméticos na concentração máxima de 0,1%. No caso do formol, esse valor é de 0,2%, afirma a Anvisa.

“Recebemos denúncia sobre o uso dessa substância. O uso de glutaral como alisador, ou seja, em concentrações maiores do que as permitidas, é ilegal. Há casos em que o cabeleireiro o adiciona ao produto. Isso é um crime hediondo. Tanto o profissional quando o salão são responsáveis. O estabelecimento pode ser fechado” diz Érica França, especialista em regulação da Anvisa. “Há ainda casos em que a indústria burla a legislação e inclui a substância na formulação de alisadores, o que é proibido. Isso está sendo investigado”.


Autor do livro ‘Dr. Cabelo’, o tricologista Luciano Barsanti, presidente da Sociedade Brasileira de Tricologia, conta que atende até dez pessoas por semana com problemas relacionados ao alisamento no Instituto do Cabelo (SP). “Todos os dias atendo homens e mulheres com complicações capilares devido à química. O glutaral é o ‘novo’ formol, porém é mais potente ao causar danos. Já internei paciente com queimadura de 3º grau no couro cabeludo. A queimadura leva à infecção e, em alguns casos, a região jamais terá cabelo”.



PRESTE ATENÇÃO ÀS DICAS DE ESPECIALISTAS


Produtos autorizados têm a sigla da Anvisa

LEGALIZADO

É mito dizer que alisamento faz cair cabelo, afirma Barsanti. Deve-se usar produtos legalizados. A Anvisa autoriza os hidróxidos de sódio, de cálcio, guanidina ou os à base de tioglicolato.


LEIA O RÓTULO

É importante recorrer a um profissional habilitado. Não deixe que o cabeleireiro traga o produto já pronto. Peça para ver a embalagem e leia o rótulo. Verifique se há sigla da Anvisa ou do Ministério da Saúde. Os produtos autorizados têm uma sequência numérica com nove ou treze dígitos, iniciada pelo número 2.

TESTE

Faça o teste da mecha antes de usá-lo em todo o cabelo para ver se os fios resistem à química. Em qualquer sinal de ardor no couro cabeludo, tosse ou rouquidão, deve-se interromper o procedimento, enxaguar o cabelo e procurar atendimento caso os sintomas não passem.

INTERVALO

Não se deve fazer alisamentos em intervalos menores do que 3 meses porque o fio não suporta a química e quebra. O fio precisa de um intervalo para se recompor.

HIDRATAÇÃO

É importante manter os cabelos hidratados. O ideal é fazer uma hidratação por semana.
Relato:

“Fiz escova progressiva com formol, que provocou vários efeitos colaterais. Durante a escova, meus olhos arderam e fiquei com a garganta muito ressecada. Os efeitos continuaram depois. O couro cabeludo ficou descascando, o cabelo ficou quebradiço e oleoso e caiu bastante. Foi terrível. Eu tinha que tirar a pele morta com pente fino e ardia bastante. Além disso, não podia mais usar secador por causa do incômodo. A cabeleireira disse que não tinha formol, mas acho que ela exagerou na mão. Minha mãe fez comigo e teve os mesmos sintomas. Tive que fazer tratamento com xampu de manipulação por dois meses. Agora faço hidratação sem química.”